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FRETE INCLUÍDO


In media res, 2018

Crônicas


Quando você vai preparar um chá, tem o tempo de fervura da água, o momento da infusão, a espera pelo resfriamento e só então a ingestão da bebida. Não dá pra mudar a ordem dos fatores nem o tempo que cada um deles demanda. As coisas têm seu tempo. E embora os tempos de hoje sejam de afobação, o chá ainda toma o tempo que toma pra ficar pronto. E tudo indica que vai continuar sendo assim.


[Texto da orelha, por Zé Celso]


Eu Sou a Orelha deste Livro – me Ouve:

acabo de fazer Leitura Ouvinte, pra minha pessoa virar Orelha do Livro “O tempo das coisas”, da Artista + q Múltipla: Maria Bitarello.

Com as Coisas Escritas q lí y q ouví, me surpreendí, fiquei bocó, de queixo caído!

Tenho levado um susto atrás do outro com o Talento desta Mulher. Quando fez o papel de Intérprete da Entidade Inglesa: Theresa May no Brasíl, inCarnou uma Personagem Impossível: o Corpo Vivíssimo d’uma Tradutora do Google em ação Teatral trans-humana na peça: “Macumba Antropófaga”, encenada pelo Elenco do Teatro Oficina Uzyna Uzona Parque do Bixiga recentemente. Um Fenômeno de Teatro!

Ouví Crônicas Irradiadoras dos seus Tempos Poéticos Filosóficos Vitais, vindas d uma María Palhaça Sagrada, Yogue Mineira, atenta à Vida Etherna da Morte y da Vida como amantes inseparáveis, em todos seus detalhes. Desde um dedinho do pé quebradinho até sua Sagração da Boêmía Noturna de Mênade adoradora do Vinho d Dionísios; leiam com atenção esta palavra: Uma ALCOLÁTRA. Adoradora do Cópo!

Butecândo de Butéco in Butéco, escrevendo o flanar Sagrando, recusado em tempos moralistas: a divina, gostósa, misteriosa, diabólica, sacana Santa Vida Noturna da Cidade. Bêbada Visionária Dionizíaca.

Leitor desta Orelha, entra já, dentro do Corpo do Livro y leia a língua viva em 2018 q não se encavéra nas ditas classificações literárias. María é uma Linguarúda Crônicista Trans: não no sentido de gênero sexual, mas no de Nietzsche; de ultrapassar limites, definições literárias ou não. Sua escrita quando você olhar cada página vai ver a forma da massa escrita como uma página convencional, até com cara de: “coisa muito séria”. Mas a aparência contida, q parece de longe uma pista asfaltada pelo Dória, mal começa o caminhar dos olhos na leitura, o leitor começa a levar tombos pela ousadía em q o instinto desta antropófaga, humor amor, vai virando de ponta cabeça tudo. Como se não fosse nada...uma brincadeira. Comendo com gôsto a Arte de Viver a Vida, pelo avêsso – fruta q Ela destrincha pra chupar.

Nos tempos conservadores de hoje é uma voz palavra q vai desenlatando latas de conserva militarizadas in série y fazendo brotar ólhos d’água q começam a virar gotas de vinho, pequenas coisas hoje quase imperceptíveis, mas viradas Tabus, até chegar aos Grandes Oceanos das Epopeias dos Grandes Bêbados Bebedores da Vida em Grandes Góles, Mas sempre na menor y grandiosa dimensão, soando até agora, Música na Orelha minha: Zé Celso.

Verão Virando Outono, Inverno, buscando a Primavéra das Artes no Brasíl com o muito q existe de VIDAS VÍVAS – entre Tanque$, Torre$, Justiça$ não Justa$, Desigualdade$ Abismai$, Corte$, Miséria$ y Terrore$ Sangrando no 3º Reich Brasileiro.